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17.10.2013

Cidades demonstram mais avanços que nações nas iniciativas para sustentabilidade


“Prefeitos não têm o luxo de só falar dos problemas, eles precisam entregar resultados”. A afirmação é do prefeito da cidade de Nova York, Michael Bloomberg. Segundo ele, os governos nacionais têm falhado para agir, enquanto que os municípios encarnam o espírito de inovação. “Quando se trata de mudanças climáticas, as cidades são os lugares onde o maior progresso está sendo feito”, ressaltou ao The Guardian.

Engana-se quem pensa que as alterações do clima afetam apenas no nível no mar. Na verdade, cada cidade tem seus desafios, que vão desde cheias até incêndios, o que também prejudica o meio ambiente e a economia local.

Mais da metade da população mundial vive em cidades que consomem cerca de dois terços da energia global e geram 70% das emissões de carbono. Muitas dessas megacidades estão situadas na costa, o que faz com que as pessoas fiquem vulneráveis a elevação do nível do mar e os efeitos dos ventos, ocasionados pelas mudanças climáticas.

Para Roland Busch, chefe de Cidades e Infraestrutura da Siemens, as áreas urbanas do mundo estão onde há mais oportunidades – as cidades concentram mais de 70% do PIB mundial e estão crescendo mais rápido do que outras partes da economia. “Se quiser fornecer infraestrutura para as pessoas com custo-benefício e de maneira eficaz, a solução está nas cidades”, apontou.

Como fazer uma cidade grande?

A consultoria McKinsey lançou o relatório Como tornar uma cidade grande, no qual os líderes que fazem avanços importantes na melhoria das suas cidades costumam ser pautados por três princípios básicos: garantir um crescimento inteligente, fazer mais com menos e ganhar apoio para as mudanças.

Segundo o documento, em 2030 cerca de cinco bilhões de pessoas (60% da população mundial) viverá em cidades – atualmente são 3,6 bilhões. Para atender a essa demanda, líderes de países em desenvolvimento devem lidar com a urbanização em escala sem precedentes, enquanto os países desenvolvidos precisarão lutar contra o envelhecimento das infraestruturas e orçamentos esticados.

“Todos estão lutando para garantir ou manter a competitividade das suas cidades e os meios de vida das pessoas que vivem nelas. E todos estão conscientes do legado ambiental que eles devem deixar, e para isso é necessário encontrar formas mais sustentáveis, com recursos eficientes de gestão destas cidades”, sugere o relatório.

Fonte: Mercado Ético
 

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